
Autor: * Marco Antônio Martins
Na atualidade, temos observado as mudanças que ocorrem em nossa sociedade, temos verificado a criação de leis que em sua gênese tem o escopo de proteger as crianças e os adolescentes.
Dizem alguns se tratar de lei pioneira em relação ao protetorado da infância e da juventude, mudança de um paradigma que mantinha as crianças em situação de risco.
Em sua criação, acreditaram que ela manteria a nossa juventude salvaguardada dos vários problemas sociais. Ledo engano. Ela apenas mascara o real objetivo que é o de continuar a deixar nossas crianças em situação de risco. Retira-se a autoridade dos pais, pois há com clareza um conflito de gerações. Esta lei criada para a proteção dos adolescentes provoca nos adultos uma coação – “entendida aqui como um receio de ser punido” - pois a geração dos nossos pais está acostumada a respeitar as leis, foram educados dessa forma.
A atual geração não sabe o que é o respeito. Nossos pais, por respeitarem as leis, aquietam-se na orientação dos filhos, não sabem como lidar com tal situação. Alguns filhos, pelo contrário, já aproveitam o momento e o argumento em tese de sua proteção e vem a praticar os mais diversos tipos de atos.
Não é raro as vezes em que deparamos com situações de pais dizendo aos professores, conselheiros tutelares e também a nós policiais: "Tomem conta desse 'peste', pois eu não dou mais conta."
Perdemos valores, perdemos referência. Diz a atual lei que a criança não pode trabalhar, pois tem que estudar. Contudo, na maioria das vezes, não encontramos estas crianças na escola ou, quando lá estão, têm apenas o objetivo de receber o bolsa família, e não o de usar o direito constitucional subjetivo de estudar.
Nossa lei de vanguarda ainda não permite o trabalho com o argumento de que “crianças” devem é estudar. Bem, se desde a infância não aprenderem o valor moral e formador da personalidade que o trabalho ajuda a moldar, não será depois de moldada sua personalidade que estas crianças vão adquirir o gosto pelo trabalho. Aqui proíbe-se o trabalho infantil. Está correto, mas, se conforme dito, não pudermos mostrar que o trabalho honesto ajuda a moldar o nosso caráter, não será depois de velho e dentro de um presídio que este indivíduo com sua personalidade formada irá rever sua conduta e seus conceitos para produzir em prol do bem comum.
* Marco Antônio Martins, 1º Sgt PM - Bacharel em Direito e Instrutor do PROERD.
Concordo com as palavras do Sargento e acrescento o que diz na Bíblia, que devemos ensinar o caminho correto às crianças e quando elas estiverem jovens vão se lembrar desses ensinamentos e com certeza tomarão decisões acertadas em suas vidas, pautadas na palavra de Deus, com retidão, honestidade, etc.
ResponderExcluirO que temos visto são leis perversas, muito bem intencionadas em seus conteúdos, mas, que trazem conseguências muito danosas à sociedade atravez do resultado prático da aplicação delas.
O que sestá acontecendo hoje com as nossas crianças e jovens é o resultado das escolhas que a sociedade fez no passado, já é tempo de rever esses velhos conceitos e buscarmos uma maneira diferente de lhe darmos com nossos jovens, para que possamos ter um futuro melhor para o Brasil, porque, dizem que o futuro desse País está neles, portanto, devemos trata-los com seridade e rigor, para que possam ser bons cidadãos compromissados com eles, suas famílias e o próximo.
Ainda é possível mudar essa situação se houver real interesse da sociedade, mudando as leis para que deem mais autoridade aos pais e as instituições democraticas, entre elas a Polícia. Mas certamente os resultados virão em médio e longo prazos.
Sd Gomes.
Discordo de algumas proposições:
ResponderExcluirUma, de que o Estado, ou os seus esclarecidos representantes, não cumpriram com a função elementar de trabalhar com a consciência de pais e filhos de que, sim, as crianças e os adolescentes têm direitos; mas não, não são só direitos. A responsabilidade, penso eu, é do Estado como elemento burocrático, que não soube nos educar, filhos da DITADURA MILITAR, acerca da democracia, republicanismo, cidadania, enfim, o Direito e a liberdade, no sentido melhor que existe no liberalismo, com todas as limitações que este pensamento tem.
Outra: Há falta de políticas públicas para encaminhar crianças e juventudes para contraturnos e/ou para se contemplar a proposta pedagógica de países cujo sistema de ensino seja integral e não apenas meio expeidente.
Ainda: se trabalhar desde a infância fosse a solução, permaneceríamos com um quadro social à la Revolução Industrial, com crianças, mulheres, gestantes e afins sendo explorando por 12, 14, 16 horas. E o quanto o Brasil deve o seu analfabetismo à essa ideologia do trabalho?
E última: o trabalho não é, necessariamente, sublime: afinal, se esquecem de o quanto o mesmo pode ser desumanizador, que o digam família de bóias-frias,mineradores e etc.
Em tempo: se a burguesia, a classe média e estratos socais específicos podem deixar os filhos só estudando e ainda assim conseguem as melhores posições sociais, porque os filhos dos trabalhadores e dos desempregados ou mesmo os órfãos seriam obrigados a trabalhar?
Ideologias à parte.
Anônimo,
ResponderExcluirPenso que para o Estado é mais fácil utilizar outros meios do que investir na base: saúde, educação, distribuição de renda, segurança, cultura e entre outras coisas.
Muitas medidas protetivas para quem não tem cultura apropriada, com certeza uma atenção maior nesta base poderá ser a solução adequada ao problema que vivenciamos.
Condordo com os dizeres, temos visto uma infancia totalmente voltada para a bandidagem, onde menores gozam de direitos sem saber que existem deveres, onde os pais encontram-se coagidos pelas ações dos filhos (menores), por "força de lei" que muitas vezes é injusta com aquele pai que busca o melhor para o seu filho, e'claro que sempre existe a regra a exeção, mas de modo geral o menor tornou-se intocavel, afrontando as pessoas ao seu redor, e sempre utilizando da mesma descupa "sou menor o que você ira fazer?", dessa forma nossos jovens vem morrendo cada vez mais cedo no mundo do crime onde tudo posso e tudo tenho, e quando percebe que não é bem assim ou é tarde ou tenta voltar para a familia.
ResponderExcluirvcs se focaram só nos vagabundos, sem generalizar é possível ver que não, a juventude não está perdida, uma parte dela está, outra parte é meio vagabunda, sim, mas acaba sem ser um problema social, tomando vergonha na cara até o terceiro ano, ou na faculdade mesmo
ResponderExcluirrcf.....gsby nao gostei do texto
ResponderExcluirO trabalho dignifica o ser humano em sua fase de desenvolvimento psicológico moral e ético que é de aprender o real valor da coisas que os mantém em sua remuneração justa. Muito diferente e paradoxal de exploração ao trabalho seja ele infantil ou adulto.
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